Quarta-feira, 9 de Julho de 2008

Novas vagas a apregoar!

 

Hoje é notícia em todos os jornais o aumento de vagas no ensino superior. Mais 1.500 vagas disponíveis.

Isto soa muito bem. A questão é. Que oferta é essa? Ter mais vagas nos cursos de Medicina parece bem. Gestão... o mercado também absorve. Mas vale a pena manter o número de vagas em certos cursos onde a taxa de desemprego é desanimadora?!

Já veio a Ordem dos Advogados exigir a redução do número de vagas nos cursos de Direito. Só a Clássica tem 510 vagas . Em Portugal existe um advogado por cada 350 habitantes!

Todos nós temos amigos ou conhecemos alguém que terminou o seu curso e continua à procura de trabalho na área.

Politicamente fica bem apregoar mais vagas. Mas é preciso ter em conta de que forma é que o número de vagas corresponde à oferta de emprego que vai compensar o esforço realizado pelos estudantes e pelas famílias.


publicado por Liliana às 15:01
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19 comentários:
De Liliana a 10 de Julho de 2008 às 12:07
"O problema se calhar é o de que os estudantes e famílias não percebem totalmente o esforço que fazem - a maior parte dos custos está absorvido nos impostos que pagamos, dado que é o Estado que financia boa parte do ensino superior." Tens toda a razão.
Mas também não era por ai que as pessoas iriam fazer escolhas acertadas. Como em tudo neste país, as pessoas não identificam o dinheiro do Estado como seu. Mas mesmo que o fizessem, é bem menos custoso usar o dinheiro de todos os contribuintes para financiar os meus estudos do que ser eu a fazê-lo por minha conta. Portanto, é importante que o Estado garanta que se estão a financiar cursos com competitividade no mercado e que, desse modo, se obtenha a externalidade positiva esperada na sociedade, e que o dinheiro dos contribuintes esteja a ser bem utilizado.


De Jorge A. a 10 de Julho de 2008 às 15:59
"Mas mesmo que o fizessem, é bem menos custoso usar o dinheiro de todos os contribuintes para financiar os meus estudos do que ser eu a fazê-lo por minha conta."

Agradeço-te pela sinceridade. Também acho que é muito mais fácil usar o dinheiro de todos em meu único proveito do que somente o meu.

"se obtenha a externalidade positiva esperada na sociedade"

Qual externalidade positiva? Quantifica-a? Qual a parte do ganho em ter um curso superior que vai para o individuo? A maior parte... logo, mesmo que a justificação para o ensino superior financiado pelo Estado seja a externalidade positiva, nada justifica o valor do financiamente actual. Isto para não referir a falta de eficiência na gestão do dinheiro público por parte do Estado...


De Liliana a 10 de Julho de 2008 às 16:15
"Agradeço-te pela sinceridade. Também acho que é muito mais fácil usar o dinheiro de todos em meu único proveito do que somente o meu." Estava a descrever a forma de pensar das pessoas e a justificar a razão porque acho que, mesmo tendo a percepção do dinheiro público como seu, isso não as levará a fazer a melhor escolha. Não estava a falar a título pessoal.

"Qual externalidade positiva?" O facto de teres um país com mão-de-obra qualificada gera uma externalidade positiva, ou enganaram-me?

"Qual a parte do ganho em ter um curso superior que vai para o individuo? A maior parte..." Concordo. Mas não significa que não haja externalidade.

Não estou a defender que a forma de financiamento actual seja a mais eficiente. Mas também sei que é difícil para a maioria das famílias deste país conseguirem manter um ou dois filhos a estudar, mesmo num sistema financiado pelo Estado. Também não me peças para te apresentar uma solução porque estou longe desse brilhantismo.


De Jorge A. a 10 de Julho de 2008 às 17:02
"Estava a descrever a forma de pensar das pessoas"

Sorry, não entendi assim... ;)

"mesmo tendo a percepção do dinheiro público como seu, isso não as levará a fazer a melhor escolha."

Eu não falo na percepção do dinheiro público como seu, falo do dinheiro sair-lhes do bolso directamente para o pagamento do curso - dúvido que não passassem a ter mais cuidado nas escolhas que fazem, e se escolhessem mal, a culpa seria única e exclusivamente delas. É a chamada responsabilidade individual.

"Mas também sei que é difícil para a maioria das famílias deste país conseguirem manter um ou dois filhos a estudar, mesmo num sistema financiado pelo Estado."

Em parte porque boa parte daquilo que é o fruto do trabalho dessas mesmas familias é absorvido nas taxas do Estado.

E logo respondo ao resto e à resposta da Angie mais abaixo, é que estou no trabalho e ir respondendo a partir do trabalho tem uma externalidade negativa na produtividade... ;)


De Liliana a 10 de Julho de 2008 às 18:38
"Em parte porque boa parte daquilo que é o fruto do trabalho dessas mesmas famílias é absorvido nas taxas do Estado." Bem sei que é verdade!

"ir respondendo a partir do trabalho tem uma externalidade negativa na produtividade" Isso é que não pode ser!


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